Terça-feira, Junho 05, 2007

Pensamentos I

Já não escrevo aqui há muito tempo. Como sabem, a minha vida deu três mil voltas desde à cerca de 3/4 meses, e é um pouco disso que quero falar hoje. Para que saibam, ontem adormeci mal humorado, assim como que chateado com o mundo. Sem razão aparente - diga-se de passagem - muito pelo contrário, já que encontrei aquele alguém que idealizámos mas raramente ou nunca encontrámos. Tantos anos de desencontros, amores e desamores, e quando finalmente acontece, parece inacreditável. Mas o meu pensamento de hoje vai noutra distinta direcção, mais triste é certo, mas também como ensinamento de vida, e como em todas as idades, mesmo aqui o velhinho com uns estonteantes 34 anos não foge de levar umas boas marretadas, lol. O que é, realmente aquela m... a que chamamos Amizade? Ora bem, ela realmente existe, mas como todas as coisas tem o seu espaço-tempo. Não é o mesmo aos 20 que é ao 30 ou 40, e decididamente nem todos têm o mesmo conceito dela! Descubro agora que existem milhares de variantes da coisa, tal como as mulheres sabem que existem 3.000.000.000.000.000 da côr azul, e espantoso, conseguem diferenciá-las, também vive por aí malta que o faz em relação às amizades que procura... Há a amiga para ir ao cinema, o outro para ir aos concertos, etc, etc. Desculpem, mas este mundo anda louco, ou eu fui congelado e acordei passado estes 34 anos??? O meu conceito de amizade é único e indivíssivel! CONTINUA............

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Excertos de uma conversa a dois...

Bruno Delgado: Vou escrever um Livro , vai chamar-se " Chic Azeite e parolo à mistura" vai ser uma espécie de relato das minha experiência nocturnas, prepara-te para seres famoso também...

Twix: dsss, com a sorte que tenho ainda vou ser o azeiteiro!!!

Bruno Delgado: Não , nós vamos ser aqueles que apenas vão fazer comentários , será uma Crónica... seremos uma espécie de nuvem acima dos comuns mortais

Twix: boa, uma crónica a 4 mãos

Bruno Delgado: análises e reflexões...

Twix: se quiseres tenho um blog aonde podemos publicar essa Crónica?

Bruno Delgado: ai sim?
Mas acredita que vou fazer uma cena , mais que não seja para apenas receber risadas destrutivas!! mas como costumam dizer , nascer , crescer , plantar uma arvore , fazer um filho e escrever um livro ... só me falta o livro ... e tudo isto tem uma lógica , perpetuar a nossa existência ... muitos escritores apenas foram reconhecidos na sua grandeza uns seculos depois de terem morrido , eu espero ser reconhecido antes de 2487!!!

Twix: Com sorte!!!

Bruno Delgado: Depois daremos um entrevista póstuma ao Sic Noticias

Bruno Delgado: mas agora a sério , o titulo poderia ser +/- , Porto 15 anos depois , e não seria necessáriamente a falar de noitadas , mas duma realidade tripeira que conhecemos e que podemos comparar, existe interesse? quem sabe ? depois de escrito vê-se a nossa capacidade...

Twix: gostei, escreve e depois envia!

Bruno Delgado: acredita , ainda vamos ser chamados de ratazanas fedorentas

Twix: lllllooooollllll, vou editar esta parte da nossa conversa e colocá-la no blog, que achas??

Bruno Delgado: Se queres correr riscos , mas acho que até seria engraçado , se alguém nos roubar a ideia , sempre poderemos provar que a ideia foi nossa.

Twix: ah pois é!!!!

Bruno Delgado: vamos revolucionar a literatura selvagem , urbana , possuída e todos os outros adjectivos que bem possamos imaginar!!!

Twix: sim, quando formos mundialmente famosos para já tenho que me contentar em ser cumprimentado pelo meu vizinho da frente, e nem todos os dias, às vezes o tipo chega maldisposto!!

Bruno Delgado: pois , depois puderás disfrutar do que é ser realmente famoso (ou rico) e depois toda a gente te vai dizer bom dia , mesmo naqueles dias em que apenas te apetece manda-lo para o car...., e mesmo que nem respondas , serás admirado, e todos vão pensar , estaria ele a pensar em mais algum trecho do seu livro?

Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Noite - definições

Noite na biologia

A maioria dos seres vivos têm na noite o período de descanso, muitas vezes com profundas alterações no metabolismo, tais como: redução dos batimentos cardíacos, diminuição da temperatura corporal (animais homeotérmicos) ou substituição da fotossíntese pela respiração (vegetais superiores).

São chamados de noctívagos os seres que têm no período noturno o de maior atividade, tais como morcegos, anfíbios, ou humanos, etc.

A noite na cultura humana

Período sombrio, onde a visão fica diminuída, a noite é certamente a grande geradora dos mitos, com os quais a humanidade explicava seus temores. Ruídos inexplicáveis, visôes enovoadas, acendiam a imaginação, fazendo surgirem os vampiros, lobisomens, deuses iracundos e toda sorte de entidades feéricas.

A noite no Direito

Para o Direito Criminal interessa na adoção das chamadas "medidas preventivas", inibidoras das práticas delituosas efetuadas ao abrigo da escuridão, preconizadas inicialmente por César Lombroso, tais como a boa iluminação pública, o policiamento ostensivo, etc.

A noite na Literatura

As mil e uma noites!! Também na poesia e na literatura a noite faz-se presente, fonte inspiradora, ocultando romances secretos, a fuga alucinada...

Quando a noite A lua mansa E a gente dança Venerando a noite. Caetano Veloso in: "Canto do povo de um lugar"

De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo. Vinícius de Moraes in: "Poética"

A noite nos brocardos populares

Diversos axiomas compõem a cultura popular, trazendo a noite como objeto, tais como:

A noite é uma criança De noite, todos os gatos são pardos A noite é conselheira

Expressões Diversas expressões são utilizadas para definir momentos da noite, ou seus aspectos inerentes:

Calada da noite - momento em que o silêncio domina. Equivale a dizer-se "No silêncio da noite, na noite silenciosa".

Noite alta - quando a noite já avançou de seu início - tarde da noite.

Noite cerrada ou fechada - quando não há claridade alguma, mesmo da lua; o período da lua nova.

Noitada - diversão noturna.

Noite dos tempos - expressão que designa período de obscuridade na História, muitas vezes usada para lembrar a Idade Média.

Noite dos povos - período em que as gentes não têm um registro de sua existência, período de obscuridade da história - a pré-história.

Noite em claro - noite não dormida, insónia.

Curiosidade

Em muitos idiomas europeus, a palavra noite é formada pela letra N seguida da palavra que designa o número oito.

Português: Noite = n + oito Inglês: Night = n + eight Alemão: Nacht = n + acht Holandês: Nacht = n + acht Espanhol: Noche = n + ocho Francês: Nuit = n + huit Italiano: Notte = n + otto

Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Parkour


Louco, louco..... com som!

Sexta-feira, Setembro 08, 2006

Limpeza de Verão

Amigos, Como podem ver, mudei um pouco o grafismo do blog, não deixa no entanto de manter a coerência nos assuntos expostos.

Ou não!!
lololololololololo

Amigo Imaginário

Um amigo imaginário é uma pessoa, um animal ou qualquer outra criatura inventada por alguém. Tudo depende da imaginação; o amigo pode ser de qualquer jeito, com qualquer característica.

Amigo,

És capaz de ter razão, não sei…mas eu não sou nem penso como tu.

Não consigo estar com uma mulher por estar, tenho que gostar dela, tenho que sentir alguma coisa por ela, se não vou achar que a estou a usar e vou-me sentir mal com isso, consegues perceber isto?

Não sei…quer dizer, eu concordo com aquilo que estás a dizer sobre o gostar delas e de não poder esperar encontrar uma pessoa igual à que imaginámos.

É verdade, mas há certas coisas que eu não sei porquê não me consigo esquecer!

Não sei… eu no fundo talvez não saiba a mulher que quero. Talvez tenha medo de estar com outra pessoa!

Desde que tu me disseste para escrever, que tenho andado a pensar muito nisto, em nós, em tudo. Depois tu disseste-me que eu devia escrever contos, e apesar de eu saber que estavas na brincadeira, eu comecei mesmo a escrever sobre tudo um pouco, sobre mim principalmente.

A principio, começou por ser uma brincadeira, mas depois, à medida que eu ia escrevendo, a coisa começou a crescer, a fluir, às tantas deixei-me levar…há alturas em que parece que nem sou eu que estou a escrever, parece que algo ou alguém me está a ditar as coisas e eu apenas escrevo, apesar de estar a escrever sobre mim e sobre nós.

Não sei, muito sinceramente não sei, provavelmente é por andar a pensar muito nessa pessoa ideal, que depois não deixo que outras mulheres se aproximem facilmente. Mas eu sinto que tenho de escrever o que tenho para dizer, e isso sim, é a libertação da minha tristeza acumulada.

Estou quase a acabar, gostava depois que o lesses, não te importas?

Segunda-feira, Julho 17, 2006

EXPERIÊNCIA DE VIDA

A experiência é uma coisa muito interessante. É servindo-nos dela que aprendemos grande parte daquilo que sabemos; por ela orientamos, muitas vezes, os nossos passos; com ela evitamos a repetição de dissabores e procuramos aquilo que já sabemos ser bom. A experiência poderia servir para que a nossa vida fosse muito mais previsível e controlável, mais cómoda e segura, livre de problemas. Uma chatice, enfim... Felizmente, a natureza possui aspectos desconcertantes que têm o condão de permitir que, apesar de existir a experiência, a nossa vida seja em cada um dos seus momentos uma aventura louca e sem destino previsivel. Um deles é que a experiência que adquirimos numa fase da nossa vida não nos serve de nada quando chegamos à fase seguinte. Apesar da experiência que vamos adquirindo, chegamos, a cada uma das nossas épocas, inexperientes e inseguros como da primeira vez. A vida, na sua magnífica diversidade, vai-nos oferecendo constantemente novas situações, para as quais nunca estamos verdadeiramente preparados. Algumas são duras: um fracasso grande, uma doença que veio para ficar, a morte de alguém que nos faz falta... Estas limitações da experiência forçam-nos a crescer continuamente; mantêm-nos tensos, esforçados. Permitem-nos ter constantemente objectivos diferentes. Dão colorido à nossa vida. É assim que nos podemos manter de algum modo jovens em qualquer idade. Quem programou este jogo da vida fê-lo de forma a que ele tivesse sempre interesse. Subimos de nível, saltamos do material para o espiritual, varia o grau de dificuldade, mudam os adversários e o ambiente - como nos jogos electrónicos... Não somos poupados a sofrimentos, mas é-nos dada a possibilidade de reagir e continuar a avançar. Se temos saudade do que ficou atrás, também nos é permitido sonhar com o que está adiante. Se conservamos o sabor de derrotas que tivemos, também planeamos a vitória que se segue. No jogo da vida, as derrotas deixam marcas, as feridas fazem mesmo doer, muitas vezes não recuperamos aquilo que perdemos. Estamos ancorados à realidade e, por isso, para nos divertirmos, para nos sentirmos como aventureiros no meio de tudo isto, temos necessidade de coragem. E de não calarmos aquilo que dentro de nós nos chama a um sonho, clama por aventura, pede para fazermos com a vida qualquer coisa que seja grande. Poderíamos dar ouvidos ao medíocre que quer instalar-se em nós. E evitar, por medo e preguiça, as dificuldades, as complicações, o sonho. "Mas "evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto expor-se ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada". “Helen Keller” – escritora A normalidade torna-nos mediocres e tira toda a graça e todo o sal ao tempo que passamos por aqui.

Terça-feira, Julho 11, 2006

Reinventamos a amizade

Foi nesse final de dia, depois de há muitos anos andar perdida na floresta de sombras agigantadas pela obscuridade. Fugira, já nem sei quando, dos labirintos de gentes apressadas e magoadas, tristes e insatisfeitas. Percorria-me em cada trilho de solidão partilhada com o cheiro de pinheiros e giestas, com o piar da coruja e o voar raso dos morcegos que acordavam com o luar. Caminhei sempre, sem procurar e ouvia-te a voz sussurrada, grave, presa à terra que te detém. Conhecia-te dos meus mais profundos silêncios, eras tu quem me respondia quando questionava a vida. Porque tardas? Porque não te vejo?! Respondias-me que não era a ti que eu procurava e só quando a mim própria me encontrasse, ai sim, poderia saber quem tu és. - Cada passo faz parte do caminho, por mais dispensável que te pareça. Cada emoção faz parte do conhecimento que terás de reunir! Por vezes não te entendia, mas nesse final de dia sentia-me menos perdida. Aceitara uma calma aparentemente povoada de nada, mas cheia de tudo. Sentei-me no tronco morto e ressequido, de uma árvore que eu não sabia qual era. O sussurro aproximava-se na exacta medida em que me acelerava a pulsação, num sentimento imenso, que foge a quaisquer padrões linguisticos ou metafóricos, como se de um Destino se tratasse! ... Um Escorpião negro, reluzente... Por um breve segundo temi, mas o sibilar foi doce e familiar, disseste-me que o maior perigo é o medo que nos impede de arriscar. O que podia eu temer ou perder? Deixei-o subir para a minha mão e enlear-se nos meus anéis, esse Escorpião que eras tu... Mas o ferrão, o veneno mortal?!... Enquanto num turbilhão de imagens me passava a vida, não me deste o teu veneno, era doce o que tu destilavas, e o teu sibilar continuou: - Sou eu quem sempre te acompanhou, foi a tua confiança em mim que transformou em mel o mais letal dos venenos. Guardei-te em meu peito até hoje, e para toda a eternidade se venceu o mais baixo e mortal dos instintos. Reinventámos para sempre a confiança na Amizade!

Segunda-feira, Maio 15, 2006

Fotos Brasil 2006 - Parte I - Amigos

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade asneira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto,e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
(Fernando Pessoa)








..... e 3 semanas depois.........ehehehehe

Quarta-feira, Abril 19, 2006

BRASIL - Férias de sonho





Chegada a Recife no dia 21-04-2006
Partida de Fortaleza (será??????) no dia 11-05-2006
Vão ser 21 dias, 3000 Km, e muita loucura!!!!



Vá lá, limpem as lágrimas.....lol



3 semanas ausente.... após as quais editarei as melhores fotos.

Quinta-feira, Março 02, 2006

Cabo Verde - Ilha do Sal


Assim chamada devido à grande quantidade de sal que se encontra por toda a ilha....


.... e praias destas...........


.... pôr-do-sol..............

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006

Blog com fotos do Porto!!!
Porque as fotos são espectaculares!!!

http://www.naoseipramais.blogspot.com/

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

LIBERDADE!!!!

Liberdade de Escolher......
Liberdade para Pensar......
Liberdade para Amar........
Liberdade consciente para decidires para aonde vais, o que queres, quem queres, quando queres.....
Por que é que isso acaba, quando em um momento de pura "iluminação" te decides...... finalmente...... a casar????????????
O que as leva, e a nós, a mudar - muitas das xxx radicalmente - de forma de pensar, de ser, de viver???
Amor?
Paixão?
Fisico?
Huuuuummmm, e agora?
Em quem é que te tornas-te????
Temos apenas que continuar com esta indomável vontade de viver e ser felizes.....
E MAIS NADA..........

A MÁXIMA LIBERDADE SOB A MÁXIMA RESPONSABILIDADE
Posted by Anonymous to OXYGENIO at 2/15/2006 04:26:16 PM

Aqueles que deixam a vida no anonimato, sem actos dignos de memória, não são diferentes daqueles que nunca nasceram...
Devemos arriscar o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho???

Posted by Twix to OXYGENIO at 2/15/2006 04:36:16 PM

A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio.
(Martin Luther King Jr.)
Posted by Anonymous to OXYGENIO at 2/15/2006 04:36:16 PM

Dentro de vinte anos, sentir-te-ás mais desiludido pelas coisas que não fizestes, do que por aquelas que fizestes. Assim, desfralda as velas ao vento. Afasta-te de porto seguro. Aproveita os ventos alísios.
Explora!
Sonha!
Descobre!
(Mark Twain)
Posted by Twix to OXYGENIO at 2/15/2006 04:45:16 PM

É quando nos esquecemos de nós mesmos que fazemos coisas que merecem ser recordadas.
Posted by Anonymous to OXYGENIO at 2/15/2006 04:46:16 PM

Há pessoas que choram por as rosas terem espinhos, outros há que gargalham alegres pelo facto dos espinhos terem rosas.(Anónimo)
Posted by Twix to OXYGENIO at 2/15/2006 04:55:16 PM

O maior erro que se pode cometer na vida, é o medo constante de cometer erros.
(Elbert G. Hubbard)
Posted by Twix to OXYGENIO at 2/15/2006 05:00:16 PM

Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido. (Juan Luis Lorda)
Posted by Anonymous to OXYGENIO at 2/15/2006 04:46:16 PM

A desilusão Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão. De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões - mais frequentes do que as outras - estamos murchos como folhas que o tempo engelhou. Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo. Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos. A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros. A vida é que é, e não pode ser mais do que isso. Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, batemo-nos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes. A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo... A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede que aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso. E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciarmo-nos... E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar... Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor. Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. Uma ilusão - há quem ganhe a vida a fazer ilusionismo - consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa a realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é. Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas. Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas... terminam. Aquilo que procuramos - faz parte da nossa estrutura, não o podemos evitar - é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura... De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado. Paulo Geraldo Posted by Anonymous to OXYGENIO at 2/15/2006 04:46:16 PM

Que coisa tão sem nexo e tão vazia...que má interpretação do AMOR e do casamento! Que visão tão fria e imatura da vida! Alguém te devia ter explicado que o casamento não é perda de individualidade, não é restrição, mas sim a partilha saudável da alma, sem correntes nem fechaduras, porque o amor assim não funciona! Não é preciso abdicarmos de quem somos, mas sim conjugar o nosso melhor e saber aceitar e respeitar o pior! Muito triste alguém ousar manchar algo tão bonito como a união de 2 pessoas, com ou sem vestido branco! Um dia vais ver que essa tua forma e vontade de viver essa LIBERDADE que tanto clamas, essa felicidade que tanto procuras é pura ilusão, um dia vais crescer e acordar para a vida como ela na realidade é.... O Casamento para além de amor conjugal é antes de mais amor humano, ou seja ao mesmo tempo sensível e espiritual. Não é portanto simples exaltação de instinto e sentimento, mas também e principalmente um acto de vontade livre, diária, de modo que os casais se tornem um só coração e uma só alma e atinjam juntos a sua perfeição humana. É portanto amor total, ou seja uma forma muito especial de amizade pessoal em que os casais partilham generosamente todas as coisas, sem reservas ou cálculos egoístas. Quem ama realmente o seu companheiro, não o ama apenas pelo que dele recebe, mas por si mesmo, feliz por o poder enriquecer com a dádiva de si mesmo. É ainda amor fiel e exclusivo até à morte. Assim de facto o consideram os noivos no dia em que assumem livremente e com completo conhecimento o compromisso do vínculo do casamento. Fidelidade que muitas vezes pode ser difícil, mas que seja sempre possível e sempre nobre e merecedora, ninguém o pode negar. O exemplo de tantos casais através dos séculos demonstra não só que a fidelidade é adequada à natureza do casamento, e também fonte de felicidade profunda e duradoira. É enfim amor fecundo, que não se esgota na comunhão entre os cônjuges, mas é destinado a continuar-se, suscitando novas vidas... O casamento é: ·uma dádiva de amor que se constrói dia após dia, ·uma escolha de vida, ·um acto de extrema confiança…uma ajuda na subida, ·um compromisso que comporta responsabilidades reciprocas, ·uma sintonia que precisa de tempo, de constância, de confiança e de lealdade para se realizar! ·um sim que dura toda a vida!!! Beijo... Posted by JoDuke to OXYGENIO at 2/15/2006 04:46:16 PM

Por vezes, a sede de liberdade (que julgamos não ter) pode levar-nos a cometer actos de cobardia... sem nos apercebermos disso!
Posted by Anonymous to OXYGENIO at 2/15/2006 04:46:16 PM

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

Precisa-se de matéria-prima para construir um País!

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO. Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns. Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.  Não. Não. Não. Já basta. Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos,essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável,não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE! "Eduardo Prado Coelho - in Público"

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

Porto à noite!!!

Estou nostálgico............